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Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

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Comentários

30
Abr21

Comentário 23

Zé Onofre

                               23

Só uma palavra.

Que pedido tão fácil de satisfazer.

Só uma palavra

É só abrir o dicionário

E ela acorrerá,

Feliz,

A quem tão urgentemente

A mendiga.

Porém,

Dar a palavra precisa

No momento em que é implorada

É tarefa para magos.

      Zé Onofre

30
Abr21

Comentário 22

Zé Onofre

               22

2021/02/16

 

«Não há machado que corte

A raiz ao pensamento,

Não há morte para o vento,

Porque é livre, porque é livre”

 Enquanto puder pensar

Não há pandemias,

Nem limitações,

Que me atem a este sofá.

Gosto de estar só

Seja no alto do Monte,

Ou á beira-rio,

Ou onde o Judas perdeu as botas.

Até numa festa a céu aberto, ou em salões,

Onde pessoas

Em sussurros cúmplices,

Ou em voz alteradas

Que tudo abafam,

Consigo estar só,

Esgueirando a minha solidão

Por entre elas.

              Zé Onofre

29
Abr21

Comentário 21

Zé Onofre

                                    21

Criança

Por favor leve-me no seu baloiço.

Leve-me até ao cimo e deixe-me lá ficar.

Lá do alto baloiçarei

Entre o recordar e o sonhar,

Entre o ontem e o amanhã,

Entre o ir e o ficar,

Entre o ser e o não ser.

E lá para o fim,

Na sua hora do mergulhar,

Se se esquecer de mim lá no alto

Siga e quando emergir,

Verá, no entre o verde e o azul,

Uma criança a desvanecer

E a Sorrir.

          Zé Onofre

29
Abr21

Comentário 20

Zé Onofre

               20

2021/02/_____

 

Ao olhar a fotografia

Subo ao monte de Santa cruz,

Sítio mítico da minha Vida.

Subo

Olho os horizontes em volta.

Perco-me longamente no Marão,

Desço ao Tâmega,

Minha Deusa mãe,

E girando perco-me onde os sonhos nascem.

Meu Monte de Santa Cruz,

Dias de sol, ou de chuva,

Onde ia respirar.

Meu Monte de Santa Cruz,

Braços abertos ao vento,

Partir e não voltar.

          Zé Onofre

24
Abr21

Comentário 19

Zé Onofre

                              19

Rasgamos o ventre da mãe com mãos nuas.

Por elas passam carícias.

Por elas passam sonhos.

Por elas passam trabalhos.

Com elas semeamos futuros.

Com elas, festejamos alegrias.

Com elas, enxugamos os olhos.

Voltaremos ao ventre da mãe Terra com mãos nuas.

      Zé Onofre

20
Abr21

Comentário 18

Zé Onofre

                                18

2021/02/10

Partir sem destino

É meu sonho perdido

Nos novelos do tempo.

Tantas vezes, sentado no vazio,

Encho o olhar de paisagens

Que pintor algum, mesmo dos mais afamados,

Jamais pintou.

De lápis apontado a esta folha branca,

Deixo-o ficar suspenso,

Para que os mistérios brancos que guarda

Fiquem só ao alcance do sonho.

Partir fisicamente 

Encher os caminhos com os nossos pés,

Por mais que se esconda em brumas,

É pôr os passos em caminho feito.

De novo nessa partida

São os sonhos que os vão marginar,

As cantigas nunca ouvidas que os vão alegrar,

A música da guitarra que apenas os dedos conhecem,

As lágrimas que hão-de orvalhar,

As alegrias e as tristezas por nascer.

Uma vez mais desculpe o abuso. 

          Zé Onofre

19
Abr21

Comentário 17

Zé Onofre

                        17

2021/02/10

Partir sem destino

É meu sonho perdido

Nos novelos do tempo.

Tantas vezes, sentado no vazio,

Encho o olhar de paisagens

Que pintor algum, mesmo dos mais afamados,

Jamais pintou.

De lápis apontado a esta folha branca,

Deixo-o ficar suspenso,

Para que os mistérios brancos que guarda

Fiquem só ao alcance do sonho.

Partir fisicamente 

Encher os caminhos com os nossos pés,

Por mais que se esconda em brumas,

É pôr os passos em caminho feito.

De novo nessa partida

São os sonhos que os vão marginar,

As cantigas nunca ouvidas que os vão alegrar,

A música da guitarra que apenas os dedos conhecem,

As lágrimas que hão-de orvalhar,

As alegrias e as tristezas por nascer

         Zé Onofre

16
Abr21

Comentário 16

Zé Onofre

                    16

2021/02/11

"Se o mundo pesasse todo para o mesmo lado tombava. “ (De D. Alzira que no próximo dia 11 de Abril faria 110 anos)

Quem me fez ser social

Fez um trabalho bem feito,

Um cidadão exemplar

Que não interrompe os outros,

Que só fala quando solicitado,

E observa rigidamente o saber dos superiores.

Fizeram um cidadão exemplar

Que ficou socialmente mudo, a perfeição.

Foi assim que as pobres folhas em branco de cadernos

Perdidas pelas mesas lá de casa,

Ou até desprevenidos guardanapos

Em mesas de café,

São furiosamente agredidas pelo bico palavroso da caneta.

As desgraçadas encheram-se de linhas rabiscadas,

Mal alinhavadas,

De palavras rudes, banais, despejadas à sorte sobre elas.

Quando a voz queria derrubar o silêncio que me tolhia,

A palavra escrita irrompeu pelos meus dedos,

Substituindo, mal, o que me urgia dizer.

E é nesses dias desesperadamente mudos

Que surge a vontade de despejar palavras,

Varrer o pensamento.

E apenas nessas alturas de tormenta e revolta

Mancho a pureza das folhas em branco.

Ninguém me peça

                   Escreve sobre...

E as folhas brancas ali ficam eternamente à espera.

Porém, basta uma pequena provocação,

Para a lapiseira arrastar os dedos para uma cavalgada,

Pelas campinas puras e brancas,

E deixá-las sulcadas de rastos de palavras,

Ridiculamente sem sentido, quase sempre,

Ou desenhadas com palavras banais

Que nada acrescentam ao que já foi dito.

         Zé Onofre

16
Abr21

Comentários 15

Zé Onofre

                               15

2021/02/09

Em nome de um passado glorioso feito de naus e caravelas e que em caravelas se perdeu.

Em nome de um Portugal uno e indivisível do Minho a Timor.

Em nome de uma Pátria que não se discute.

Em nome de interesses que se ocultam por detrás daquelas frases proferidas em estilo grave e dogmático.

     Zé Onofre

15
Abr21

Comentário 14

Zé Onofre

                            14

2021/02/10

Partir sem destino

É meu sonho perdido

Nos novelos do tempo.

Tantas vezes, sentado no vazio,

Encho o olhar de paisagens

Que pintor algum, mesmo dos mais afamados,

Jamais pintou.

De lápis apontado a esta folha branca,

Deixo-o ficar suspenso,

Para que os mistérios brancos que guarda

Fiquem só ao alcance do sonho.

Partir fisicamente 

Encher os caminhos com os nossos pés,

Por mais que se esconda em brumas,

É pôr os passos em caminho feito.

De novo nessa partida

São os sonhos que os vão marginar,

As cantigas nunca ouvidas que os vão alegrar,

A música da guitarra que apenas os dedos conhecem,

As lágrimas que hão-de orvalhar,

As alegrias e as tristezas por nascer.

         Zé Onofre

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