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Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

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Comentários

30
Dez21

Comentário 187

Zé Onofre

B.187-----182

 

2021/09/25, Sobre uma publicação de Mo em reallifebook

 

Se sou sábio, não sei,

Ao saber para onde quero ir.

Apenas sei que lá chegarei

Por caminhos a descobrir.

   Zé Onofre

28
Dez21

Comentário 185

Zé Onofre

                     185   

 

2021/09/13, sobre uma publicação de Fátima Ribeiro, em sussurros da minha alma

 

Ir em frente,

Sem mapa nem roteiro,

Sem anseios nem receios.

Ir em frente,

Passo a passo,

De sentidos alerta,

Descobrir,

Construir,

O futuro.

     Zé Onofre

23
Dez21

Comentário 183

Zé Onofre

 

                     183

 

2021/09/12

 

O elogio,

Que aquela sombra fugidia

Connosco partilha,

À sua janela

Não o é apenas para ela.

 

A sua janela

Reflecte todas as janelas

Que cada um de nós

Tem na memória.

 

A janela que com prazer

Carrego

Agradece o elogio

Que, através da sua, lhe faz.

 Zé Onofre

22
Dez21

Comentário 182

Zé Onofre

                     182     

2021/08/31, inspirado em Setembro..., Maria, em silêncios

A Natureza  

Veste cores perfumadas

Mirando, vaidosa, na água

A roupagem de Gala     

Para o baile

Que o Verão lhe oferece

Como despedida para o longo sono

Que Setembro anuncia.

 

O vento,

Ainda brisas pacíficas,

Levam docemente folhas

Em voos que acabam

Levemente deixadas

Nos caminhos do silêncio.

 

Ao longe

Toalhas de nuvens

Carregam-se de chuva,

Lágrimas tristes,

Grossas cortinas

Que velarão o longo sono

Invernal da natureza

Que Setembro anuncia.

 

Em Abril,

Ondas serenas

Que se desfazem

Em beijos de espuma

Acordarão a Natureza,

Que se vestirá de cores virginais,

Longe das glamorosas

Cores da Gala de despedida

Com que setembro de novo a vestirá.

    Zé Onofre

21
Dez21

Comentário 181

Zé Onofre

                     181 

2021/08/29

[ Inspirado em Folha Dourada de Maria Neves]  

Por trilhos,
Talhados por pés ancestrais,
Caminho por entre velhos arvoredos
Em direção ao Tâmega.

Os pés vão lentos
Já não tenho pressa de chegar.
Já não tenho nos olhos
O brilho do Verão a começar.

Hoje, ao sabor do vento,
Folhas doiradas sobem e descem
Almas certamente perdidas
Das aves que se abalaram.

Poisam suavemente à minha frente
Mensageiras de novas, já esperadas,
Que o sol debruçado nos montes
Anuncia - O verão está a acabar.

Avanço com pernas lentas
Pressentindo o facto consumado.
O Verão nos seus derradeiros momentos
Traz já o Outono associado.

Chego àquela parte do rio,
Lagoa que fora verde, agora mil colorida,
Pelo reflexo das folhas outonais,
Pelos raios solares a rasar.

Entro de manso nas águas quedas
Nado até ao açude onde me sento.
Oiço o canto melancólico das águas
Escorrendo pelas pedras em fios derradeiros.

Regresso do açude numas últimas braçadas.
Sei que estas são as últimas
Enquanto os meus olhos melancólicos
Se alagam em água doce e salgada.

    Zé Onofre

 

 

 

20
Dez21

Comentário 180

Zé Onofre

                    180

 

2021/08/29

 

Quem nunca errou que atire a primeira pedra.

O mal não está em errar.

O mal não é descobrir que se errou.

Mal é errar, saber que se errou, e persistir no erro.

Errar, reconhecer, tentar não repetir é caminho do humanismo.

Errar é humano.

Reconhecer o erro é algo mais além.

  Zé Onofre

19
Dez21

Comentário extra numeração

Zé Onofre

Extra numeração

 

021/12/19

 

«Eleitor moderado é o que não tolera misturas ideológicas de democratas com extremistas. » - António Borges Carvalho

 

Há nomes a serem apagados da memória,

Das gentes e dos povos por serem extremistas.

Devem ser totalmente excluídos da história,

Que nem uma só silaba do seu nome persista.

 

Que para sempre se apague o nome Spartakus,

Que, por ser pessoa muito pouco moderada,

Sequer quis discutir com o seu Dominus

E pegou logo na sua afiada espada.

 

Sobre Vercingétorix, e gauleses aguerridos,

Jamais alguma palavra seja dita ou escrita.

Pois este bárbaro infame não deu ouvidos

E contra Júlio César levantou logo a crista.

 

Que desta Ibéria, ponta ocidental do mundo,

Para sempre, de hoje em diante, de imediato,

Seja enterrado num abismo bem profundo,

O nome do pastor-guerreiro infame Viriato.

 

Que dos desertos da Judeia, a humanidade

Esqueça o maldito exagerado idealista, Jesus,

Que, tão radicalmente pregava a igualdade

Que bem feito foi terem-no pregado na cruz.

 

Que jamais se lembrem homens tão diferentes –

Mahatma, Martin Luther King, Lumumba,

Simon Bolívar, George Washington, Pedro I,

Machado dos Santos, Almirante Reis, Michael Collins,

Mondlane , Amílcar Cabral, Agostinho Neto, O MFA,   

Nicolau Lobato, Nelson Mandela, Samuel Nujoma,

Todos eles perigosos políticos nada moderados  

Extremistas que exigiam liberdade, igualdade,

Ou mais perigosos para os democratas moderados,

«Independência» e mais dramaticamente ainda,

Os que de armas na mão «Independência ou Morte.»

  Zé Onofre  

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