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Comentários

13
Nov21

Comentário 152

Zé Onofre

                 152

 

2021/07/18

 

De onde virá

Esta obsessão

Que nos move em frente.

Em que momento da história

Dos seres vivos

Surgiu essa vontade de liberdade?

Terá sido,

Naquele dia,

Naquele momento,

Em que simples macacos

Caímos, ou descemos, de uma árvore?

Terá sido

Quando,

Ainda curvados, de olhos no chão

Reparamos que não precisavamos das mãos para caminhar?

Terá nascido naquele momento mágico

Em que pela primeira vez que olhamos o horizonte

Quisemos saber o que havia mais além.

Terá sido quando pegamos numa vara

Vimos o nosso braço aumentar?

Terá sido, quando por acaso descobrimos

Que as sementes recolhidas,

Inopinadamente caídas à porta do nosso poiso,

Floriu em sementes iguais?

Venha essa vontade de ser livre de onde vier.

Tenha nascido em qualquer desconhecido tempo.

O certo é que esse sonho/vontade de liberdade

Alojou-se-nos no íntimo,

Quase sendo mais um gene nosso.

Se essa liberdade é sentida pelo coração,

Ou se é racionalizada, não sei.

Talvez seja matéria de estudo

Para arqueólogos, ou historiadores,

Sociólogos, ou antropólogos,

Psicólogos, ou filósofos,

Neurologistas, ou psiquiatras,

Ou outros entendidos nos meandros da natureza humana.

Sei,

E afirmo-o com certeza mais certa que posso ter,

Que não é para pessoas comuns

Tão frágeis

Que são as pessoas vendadas,

Perdidas nos meandros da paixão

Pela liberdade.

   Zé Onofre  

17
Ago21

Comentário 65

Zé Onofre

                  65

Minhas velhas companheiras

Nos caminhos da minha vida.

Não é preciso viver-se no campo,

Para se as olharem com olhos límpidos,

Mas ajuda.

Levantamo-nos numa manhã,

Ainda a espalhar o resto do sono,

De punhos fechados.

Sai-se porta fora

E somos uma ilha

Cercados de um mar amarelo.

Continuamos a espantar um restinho de sono

Por entre muros de pedra,

Suporte aos campos,

Que nos sorriem com a brancura

Das suas margaridas.

No dia seguinte,

E nos outros que se lhe sucederão,

Haverá sempre algo de novo

A atrasar os passos.

É um cacho de rosas selvagens,

Na sua singeleza de quatro pétalas,

Brancas, vermelhas, rosas,

A desafiarem lá do chão agreste,

Donde irrompem,

As flores mimalhas nos seus paços ajardinados.

Caminhar pelos caminhos de cabras

Das ladeiras e cumes dos montes,

Onde o tojo selvagem nos brinda de amarelo,

As giestas nos acariciam o olhar de amarelo e branco,

As urzes brutas com o seu anil/violeta

Cobrem de roxo as encostas do Marão.

Na sua rudeza solitária,

São sempre flores,

Sem artifícios ou falsos aromas.

São as flores na sua vida pura.

       Zé Onofre

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