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Comentários

04
Abr22

Comentário 235

Zé Onofre

                 235  

 

022/03/19, comentário ao texto de Rita PN, «para que servem os poetas», em conta

me-historias.blogs.sapo.pt, no dia 022/03/18

 

De facto, os poetas para nada servem.

Spartacus escreveu um poema em ação.

Continua a haver escravos do ter,

E escravos que ajudam os outros a ter mais.

 

Cristo, dizem que viveu lá na Judeia,

Vai para dois mil e cem anos,

Escreveu um longo poema de amor para toda a humanidade,

A humanidade continua cheio de ódio e ambição.

 

Na Índia, no século vinte, um homem bom

Escreveu um belo poema de braços caídos.

A humanidade continua a levantar as mãos contra si própria.

 

Nos Estados Unidos, um homem simples

Escreveu poemas feitos de sonhos de igualdade entre todos.

A humanidade continua a desprezar-se a si própria.

 

De Liverpool, na velha Albion, um músico poeta

Escreveu uma canção cheia de sonhos e esperanças, Imaginem.

A humanidade continua a calcar com os pés e as mãos,

A destruir todos os dias as esperanças e os sonhos

E cada vez mais a capacidade de imaginar.

 

De facto, os poetas para nada servem,

Mas sem eles a realidade seria ainda mais insuportável.

Zé Onofre

27
Set21

Comentário 109

Zé Onofre

                   109

 

Que diabo,

Se passa com os homens?

Em que monstros nos tornamos?

Que seres

Insensíveis, fizemos de nós?

Em que encruzilhada

Tomamos o caminho errado?

Que fizemos

Da Humanidade Sonhadora?

Quantas vezes

Spartakus morreu às nossas mãos?

Quantas vezes

Crucificámos Cristo?

Quantas revoluções

Vimos abortar de mãos caídas?

Que fizemos

À Igualdade, Fraternidade, Liberdade?

Que fizemos do sonho de vermos

“Todos os homens nascerem livres e iguais?”

Que fizemos da vontade de unir                        

 “Os Proletários de todo o Mundo?”

Tanto sangue perdido

Para fazer um mundo melhor.

Tanto sangue derramado,

Para não haver “Judeu, ou Grego,

Nem senhor, nem escravo”.

Aqui estamos nós

Sonhadores

Que fomos,

Sonhadores

Que queremos continuar a ser,

Subjugados a um poder

Que sem rosto,

Governa sem lei,

E dá pelo nome de  

- Mercado.

Em que momento

Da caminhada

Nos desviamos do sonho?

   Zé Onofre

10
Ago21

Comentários 55

Zé Onofre

             55

Somente Ele

Na sua sapiente ingenuidade

Poderia ter dito

-Perdoa-lhes porque não sabem o fazem".

Já eu, incrédulo humano,

Digo

Eles sabiam e muito bem

O que faziam.

Como eles sabiam!

Poderiam não saber o acessório,

Que Cristo era o filho de "Deus".

Sabiam o que faziam,

Claro que sabiam.

Sabiam de sabedoria feita

Que matavam um Homem,

Cujo delito,

E único delito,

Era anunciar aos homens e ao mundo

Uma Nova 

Tão simples

- Amai-vos Uns aos Outros

Como Eu vos amei -

Mas tão difícil de cumprir.

E Cristo

É todos os dias lancetado,

Por quem sabe totalmente o que faz,

Dizem,

Hipocrisia suprema,

Que Cristo é o seu "Deus".

Vejam como eles amam a Cristo,

A humanidade sofredora.

Guardam a sete chaves uma fórmula

Que poderá redimir da morte,

Milhares de cristos agonizantes.

Continuam a sacrificar Cristo,

Batendo com a mão no peito

Com grande devoção,

Na chave dos cofres.

Cofres que guardam os milhões de pregos,

Milhões de dólares,

Que poderiam redimir da morte, 

Aos milhares de "Cristo".

 Zé Onofre

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