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Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

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Comentários

26
Nov21

Comentário 159

Zé Onofre

             159       

2021/08/05

Respira-se a vida,

A fitar o azul-profundo,

A caminhar pela areia infinita,

A fitar navios, pontos negros no mar,

A acercarmo-nos de velas geradoras do vento,

A entrar pelo infinito com que as velas jogam,

A navegar em palavras,

Para além do céu.

Até aos ilimites do espaço.

   Zé Onofre

 

 

 

 

 

Respira-se a vida

Tomando as asas aos pássaros

E livres

Traçar voos com ida

Mas sem volta.

Ao perdermo-nos num penhasco,

Joelho, continuado por um braço,

Apoio de um rosto cansado.

A escrever de memória,

Arco perdido no presente,

Que lança setas arqueadas,

Em forma de poemas

Vencendo o precipício.

18
Nov21

Comentário 157

Zé Onofre

                      157

 2021/08/04

Quem nunca se perdeu

De mãos dadas

Por dias e noites

De lua cheia?

Quem

Nunca se deixou

Enredar nos fios

De um olhar?

Quem

Nunca teve um momento,

Do dia,

Da noite,

Ou sem tempo,

Que se fez explosão de luz,

Quando um mais um

É igual a um?

 

Infelizes, aqueles

Que nunca perderam

A noção do tempo,

A noção do espaço,

A noção da sua individualidade.

  Zé Onofre

11
Nov21

Comentário 151

Zé Onofre

                 150

 

2021/07/17

De amor, 

Que dizer do amor?

Para dar a resposta,

Que desconheço,

Poderia valer-me de Camões.

Resposta banalizada.

Se Camões soubesse

Como iríamos usar os seus sonetos

Nunca os teria escrito.

Será o amor  

Que nos leva ao espaço interestelar,

Ou será a idealização

A que chamamos amor?

Será o amor

Aquele sentimento

Que nos transtorna e apaga a razão,

Ou é apenas a ideia do amor

Que nos deixa tontos?

Não sei.

Também sei

Que, por mais respostas que tente,

Alguma será satisfatória.

Ouvi,

Não me lembro quando, nem onde,

Que um sábio

Fixou na porta de sua casa

A seguinte placa

- “Aceito conselhos de quem fez melhor

E não de quem sabe mais.”

Não falemos de amor,

Mostremos que sabemos amar.

 Zé Onofre

12
Out21

Comentário 123

Zé Onofre

                     123

 

Voar nas asas do desafio,

Venha em corpo de gaivota

Ou no de um pequeno guarda-rios,

Ir muito acima da mais alta cota.

 

Ir ao horizonte cortar o fio

Alargar o espaço que nos toca.

Desse longe, olhar este sítio

Que não sei se abriga ou sufoca.

 

Voar nas asas do desejo

Ver o sentido íntimo do ser.

Tentar descobrir o que não vejo,

 

Desde o primeiro raio do alvorecer

Até que o sol no seu diário passeio

Se despenha no mar ao anoitecer.

28
Ago21

Comentário 79

Zé Onofre

                 79

Tudo era tão simples.
O sol nascia a Leste,

Morria a poente.

Era tão simples o tempo.

Uns tempos era um tal de Apolo

Que O carregava no seu carro de fogo.

Explicação ainda simples.

Copérnico e Galileu enterraram mitos e fantasias,

Fixaram o sol num lugar e a Terra aos trambolhões,

À sua volta numa velocidade de uma volta em 365 dias.

As coisas começavam a complicar-se.

Veio o Einstein e mergulhando fundo encontrou

Uma intricada rede de Espaço-tempo.
O tempo deixou apenas de ser tempo.

O espaço deixou apenas de ser espaço.

Os corpos celestes deformam o espaço,

Contraem ou alargam o tempo.

Nós, poeira de estrelas, perdidos

Num tempo que se dobra

Num espaço que se encurva.

Em que dobra de Tempo,

Em que curva do espaço

Estamos,

Ou pensamos que estamos?

Zé Onofre

 Zé Onofre

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