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Comentários

15
Abr22

Comentário 244

Zé Onofre

                  244

 

022/03/15

 

Sobre o poema “Da Janela” por D. Rafaela da Silva Melo

 

A janela pode ser apenas

Uma abertura para o quotidiano.

A janela é bela

Quando se abre para o além

E ainda mais longe.

 

A janela pode ser

Uma abertura numa parede fechada

Que permite a entrada da luz

E a fuga de um olhar.

 

A janela pode ser um espelho

Que desliga dois mundos.

Um espelho que reflete o mundo

Para o mundo,

Um espelho que reflete o interior

Para o interior.

 

Este é o tipo comum das janelas.

 

Há janela que unem mundos distantes,

Tempos separados por eternidades,

O alfa e o ómega,

O infinitamente pequeno

E o infinitamente grande.

 

Janelas por onde a imaginação

Cria impossíveis

E permite reduzir a zeros

A realidade que nos amarra a este pequeno mundo.

 

Esta é a janela

Por onde partimos à busca da sabedoria.

Zé Onofre 

16
Dez21

Comentário 177

Zé Onofre

                     177

 

2021/08/24

 

Olho o vazio triste.

Apenas uma parede branca.

 

Na parede branca

Procuro palavras

Se ditas,

Já não as recordo.

Na parede branca

Procuro o que deveria ter escrito

Para dizer com ternura

As palavras interditas.

 

Olho o vazio,

A parede branca,

Já nem sei à espera do quê.

 

Rio de palavras,

Escrita em movimento,

Palavras apagadas,

Águas paradas,    

Espelho enrugado pelo vento.

 

Palavras, espelho depravado

Deformador do passado

Que em vão procuro no vazio branco.

 

Deitado na parede branca

Um corpo translúcido

Que se esvanece à minha frente

Sem que possa abraça-lo

Sequer com o olhar.

  Zé Onofre

04
Ago21

Comentário 48 e 49

Zé Onofre

48

2021/03/20

Também eu sou certamente dois, ou três.

O como me sonho dentro de mim.

O que me vejo no espelho,

Que reflete um outro que desconheço. 

E um terceiro, talvez o verdadeiro,

O que os outros vêm.

Fico sempre a suspirar

E a monologar.

Feliz foi Pessoa

Que era quem queria ser,

E quando queria ser,

E com uma clareza tal

Que nos convence

Que é eles todos.

  49

2021/03/21

Poema há-de ser.

Com todas as cores de todos os poetas.

Com todas as cores de todos os falares.

Com todas as cores de todas as almas.

Com todas as cores de todas as alegrias.

Com todas as cores de todos os chorares.

E se o poema se recusar vir?

Se o poema se recusar

Partilhar?

Se o poema se recusar

Aprisionar?

Vinde todos os ventos,

Vinde todas as aragens,

Vinde todas as tempestades,

Trazei até esta praia

Todos os poetas e todos os loucos.

Com os seus corpos nus,

Com as suas almas puras,

Deles faremos o poema

O mais belo que se poderá cantar.

  Zé Onofre

 

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