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Comentários

22
Mar22

Comentário 227

Zé Onofre

                  227

 

022/02/10, comentário a uma publicação de Maria Soares em 022/02/22

Fantasmas de casas,

Esqueletos graníticos

Vestidos de lençóis de lama,

Que vêm lá do fundo dos anos,

Das profundezas das águas,

Lembrar-nos que nada é para sempre

Que tudo é perecível.

 

É o tempo que nos fala

Do que era lá atrás

Do que foi ontem

E nos dá uma pequena amostra do amanhã.

 

É o progresso a ser assombrado

Por um passado que maltratou a natureza,

Com olhos no imediato

Sem pensar no futuro que já é hoje,

Nem num mais longe

Que é já amanhã.

 

Talvez com paciência,

E com muito mais desejo

Do que crença,

Talvez ainda consigamos reverter os estragos,

Ou, pelo menos, não os agravar.

  Zé Onofre

15
Set21

Comentário 97

Zé Onofre

           97

[Resolvi brincar  com palavras de outrem (que eram em prosa) e com elas escrever um novo texto.]  

Vamos

Estamos tão cheios de hoje,

Tão cheios de ontem

Tão cheios de futuro

Vamos velhos amigos

Dar a volta ao quarteirão

Sentar-nos num muro

Procurar espaços novos.

Vamos redescobrir o prazer,

De ver os desenhos das sombras,

Que projetam, no chão, as novas cores

Tudo o que ainda não existe

Mas podemos imaginar.

Vamos sem destino

E de mão dada ou separados

Acima

De novos escritos, de novos cheiros

Que nos façam rir, ou chorar.

Vem comigo  

Conhecer nas paredes

De tudo Fechar os olhos

Sentir, que nos esquecemos de nós.

Vamos, calçamos os sapatos

 E no mesmo caminho

 Pintar a cores imaginadas

 Como se não conhecêssemos

De sobra os objectos

Tudo o que ainda não existe.

Viver cada humor,

Por vezes parece-me 

Que receamos viver, saborear,

Que nos esquecemos que somos nós

Que vamos ali a andar lado a lado.

Olha, então vem comigo pensar

Como se fosse o primeiro, ou o último dia.

Vem comigo encontrar

Conforme as larguras de estrada

E até sem vista

Tudo o que ainda não existe

Ou, que havemos de conhecer

Vens?

  Zé Onofre

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