Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Comentários

Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

Comentários

05
Abr22

Comentário 236

Zé Onofre

                 236 

022/03/21, sobre a publicação, Mostra-me a poesia nas coisas feias,  de Maria em silêncios.

 

A poesia da guerra

Não está na guerra,

Nas vidas ceifadas,

Sejam elas das primaveris flores,

Ou dos inocentes animais das florestas,

Das vidas acabadas antes do tempo.

 

A poesia da guerra

Não está nas pernas cansadas

Que automáticas avançam

Por entre prédios destruídos,

Caminhos carbonizados,

Ainda mais escuros

Pelo vermelho que foi vivo,

Do sangue derramado.

 

A poesia da guerra

Não está nas palavras que tentam explicar,

O inexplicável,

Na procura de culpados,

Quando todos o somos,

Nas palavras trágicas com que a mostram,

Até ao pormenor mais insignificante,

Para se derramarem lágrimas fáceis.

 

A poesia da guerra

Poderá estar no modo terrível,

Como de tempos a tempos,

Cada vez mais frequentes esses tempos,

Somos chamados à realidade crua

Em que vivemos,

Se esse despertar assustado

Fizer florescer no chão,

Que somos nós,

Uma flor de Paz

Que destrua, por uma vez,

Toda a indústria da morte.

 

    Zé Onofre

25
Ago21

Comentário 76

Zé Onofre

             76

Há tantas e tão diferentes lágrimas.

Lágrimas

Soluços por sulcos rosto abaixo.

Lágrimas

Borbotões soprados pela alegria que nos invade.

Para abreviar

E chegar ao cerne da questão

Chego às últimas.

Lágrimas

Que sequer chegam aos olhos

Que logo correm como lava

Sulcando o mais profundo da alma.

A estas

Nem beijos e abraços acalmam.

Não há carícias que as abrandem.

Só o silêncio

E talvez o tempo as seque.

Mas os sulcos rasgados na alma

Ficaram para sempre.

14
Jul21

Comentário 48

Zé Onofre

                   48

O amor parte tantas vezes o coração!

Uma vez partido

Apanhamos os cacos doridos,

E moldamos um novo,

Com lágrimas e as mãos.

E repetir, repetir, repetir.

Até que tudo se vá

E nada sobre parmoldar,

Saber que é hora de partir.      

E nada sobre para moldar,

Saber que é hora de partir.

    Zé Onofre

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub