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Comentários

01
Jan22

Comentário 189

Zé Onofre

                    189

 

2021/09/26, sobre a uma publicação de Bárbara Celta em valetas fundas.

 

Entre o Alfa

E o Ómega

Há um longo caminho a percorrer.

Podemos ir por caminhos feitos

Saltar de pedra em pedra

Para caminhar sobre as águas.

Por aí nem Absoluta,

Nem Conjugada

Haverá liberdade.

Liberdade absoluta

É caminhar pela selva

Abrir caminho de catana na mão.

Se, se vai só ou acompanhado

Com um, dois, ou muitos

É Liberdade Absoluta comum a muitos.

   Zé Onofre

19
Dez21

Comentário extra numeração

Zé Onofre

Extra numeração

 

021/12/19

 

«Eleitor moderado é o que não tolera misturas ideológicas de democratas com extremistas. » - António Borges Carvalho

 

Há nomes a serem apagados da memória,

Das gentes e dos povos por serem extremistas.

Devem ser totalmente excluídos da história,

Que nem uma só silaba do seu nome persista.

 

Que para sempre se apague o nome Spartakus,

Que, por ser pessoa muito pouco moderada,

Sequer quis discutir com o seu Dominus

E pegou logo na sua afiada espada.

 

Sobre Vercingétorix, e gauleses aguerridos,

Jamais alguma palavra seja dita ou escrita.

Pois este bárbaro infame não deu ouvidos

E contra Júlio César levantou logo a crista.

 

Que desta Ibéria, ponta ocidental do mundo,

Para sempre, de hoje em diante, de imediato,

Seja enterrado num abismo bem profundo,

O nome do pastor-guerreiro infame Viriato.

 

Que dos desertos da Judeia, a humanidade

Esqueça o maldito exagerado idealista, Jesus,

Que, tão radicalmente pregava a igualdade

Que bem feito foi terem-no pregado na cruz.

 

Que jamais se lembrem homens tão diferentes –

Mahatma, Martin Luther King, Lumumba,

Simon Bolívar, George Washington, Pedro I,

Machado dos Santos, Almirante Reis, Michael Collins,

Mondlane , Amílcar Cabral, Agostinho Neto, O MFA,   

Nicolau Lobato, Nelson Mandela, Samuel Nujoma,

Todos eles perigosos políticos nada moderados  

Extremistas que exigiam liberdade, igualdade,

Ou mais perigosos para os democratas moderados,

«Independência» e mais dramaticamente ainda,

Os que de armas na mão «Independência ou Morte.»

  Zé Onofre  

13
Nov21

Comentário 152

Zé Onofre

                 152

 

2021/07/18

 

De onde virá

Esta obsessão

Que nos move em frente.

Em que momento da história

Dos seres vivos

Surgiu essa vontade de liberdade?

Terá sido,

Naquele dia,

Naquele momento,

Em que simples macacos

Caímos, ou descemos, de uma árvore?

Terá sido

Quando,

Ainda curvados, de olhos no chão

Reparamos que não precisavamos das mãos para caminhar?

Terá nascido naquele momento mágico

Em que pela primeira vez que olhamos o horizonte

Quisemos saber o que havia mais além.

Terá sido quando pegamos numa vara

Vimos o nosso braço aumentar?

Terá sido, quando por acaso descobrimos

Que as sementes recolhidas,

Inopinadamente caídas à porta do nosso poiso,

Floriu em sementes iguais?

Venha essa vontade de ser livre de onde vier.

Tenha nascido em qualquer desconhecido tempo.

O certo é que esse sonho/vontade de liberdade

Alojou-se-nos no íntimo,

Quase sendo mais um gene nosso.

Se essa liberdade é sentida pelo coração,

Ou se é racionalizada, não sei.

Talvez seja matéria de estudo

Para arqueólogos, ou historiadores,

Sociólogos, ou antropólogos,

Psicólogos, ou filósofos,

Neurologistas, ou psiquiatras,

Ou outros entendidos nos meandros da natureza humana.

Sei,

E afirmo-o com certeza mais certa que posso ter,

Que não é para pessoas comuns

Tão frágeis

Que são as pessoas vendadas,

Perdidas nos meandros da paixão

Pela liberdade.

   Zé Onofre  

01
Set21

Comentário 84

Zé Onofre

                     84

Desde a antiguidade que as palavras
São “Paroles, Paroles, … “
Dizem de um desesperado

Que há mais de dois mil anos,

Frustrado,

Com a pouca atenção que lhe davam dizia
“Eu sou a voz que clama no deserto”.
Veio um tal armado em “Salvador,
Que deixou o deserto e veio falar nas cidades,
“Amai-vos uns aos outros”,
Acabou como um criminoso na cruz.
Mil e poucos anos depois,
Um tal de “Santo António
Cansado de dirigir as palavras aos homens,
Falou aos peixes que atenciosos
Puseram as cabeças fora de água.
Uns loucos, no século dezoito,
Proclamavam nas ruas de Paris
“Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
Nesse mesmo século,
Num país de esclavagistas, proclamava-se
“Todos os homens nascem livres e iguais”.
No século dezanove uns utopistas apelavam
“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos.”
Na segunda metade do século vinte,
Uma “menina”, Mafalda, a contestatária,
Do alto da sua cadeira e falou para o mundo
- Apelo a todos que façam a Paz.
Desceu desconsolada e triste concluiu
- A minha Cadeira, o Vaticano e a ONU
Têm, todos, o mesmo Poder.-
Sou levado a concluir,
Que as palavras de boa vontade
Lançadas, mesmo com convicção,
Encontram um muro insonorizado
Que no-las devolve embrulhadas
Em presentes de Eco.

   Zé Onofre

    Zé Onofre

15
Ago21

Comentário 62A uma cruz vestida com um véu branco

Zé Onofre

             62

A uma cruz vestida com um véu branco

A cruz é bela

Mais bela ainda,                    

Pelo que deixa ver para além.

O Crucificado (crucificados)

Libertou-se da cruz,

Para trás deixou a coroa,

Deixou a cruz,

E uma bandeira branca

Sinal de pureza

E de tempo desejado de Paz.

Também podemos ler.

Eu, o Crucificado, libertei-me.

Libertem-se também,

Dela o Fogo 

Que ilumine um futuro de liberdade.

Sem passarem por Ela.

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