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Comentários

17
Fev22

Comentário 212

Zé Onofre

212

 

2021/11/04, sobre a publicação, Suicídio, de Ana Mestre, em that’s, na mesma data

 

Que loucura é essa

De linha ténue

Que atormenta o pensamento?

 

Que dor nos consome

Para nos fazer falar,

Não como mera hipótese,

Matar, morrer, terminar?

 Zé Onofre

25
Ago21

Comentário 75

Zé Onofre

                  75

Isto, de normal, nada tem.

Apenas na boca da loucura

Dos incautos, dos idiotas

E dos famintos da factura.

Sobre esta anormalidade,

Que normalidade se almeja,

Os vampiros os céus assombram,

Sugando tudo que se mecha.

Os idiotas, incautos e os facturadores

Para os vampiros universais são uma bênção.

Com o confina, desconfina, confina

Para encher os cofres é boa ocasião.

A nós, rasteirinhos ao chão,

Cansados desta nova "normalidade",

Resta-nos sonhar e voltar a sonhar

Com "um novo mundo, nova idade"

Zé Onofre

 

15
Ago21

Comentário 61

Zé Onofre

                 61

Há tempos e tempos.

Porém dizem que os tempos são três.

Passado. Presente. Futuro.

Que bom que seria se assim fosse,

Seria então tão fácil de entender o tempo.

Contudo há tantos tempos

Dentro de cada tempo,

Que gastaríamos quase todo o tempo,

A contar os tempos em que cada tempo há.

Uns são tão curtos, mais breves que estrela cadente.

Outros tão longos, tão longos

Que parece que a Terra foi para além de Plutão.

Uns são tão leves

Que nos fazem flutuar.

Outros são tão pesados,

Que imobilizam as tempestades.

O tempo será mesmo um continuum,

Como dizia Einstein?

Ou o tempo serão blocos,

Que se entrechocam e se partem em pó de tempo,

Ou que se aglutinam e fazem o tempo parar?

Será loucura pensar que o tempo nos amarra,

Ou pensar que rolamos no tempo pela força do acaso?

Mas que no tempo há muitos tempos, ai isso há.

Uns são tão breves que mal se sentem,

Outros são tão longos que parecem não ter fim.

       Zé Onofre

 

02
Ago21

Comentário 57

Zé Onofre

                     57

Porque escrevo?

Já tentei dar-me várias respostas,

Mas, todas invariavelmente, nunca

São a resposta toda.

A primeira que me acode,

Desde sempre e agora,

É conversar com os outros

Fechando-me e aos outros na gaveta.

Outras vezes é a ambição,

De que a palavras banais

Ditadas ao correr da pena,

Serão um farol.

No fim de escritas,

As pobres e coitadas

Acabam na gaveta como as demais.

Ocorre-me assim, de quando em vez,

Dentro da minha perturbada loucura,

Ter encontrado a verdade suprema

Que toda a gente procura.

E por fim escrevo com raiva,

Por saber de antemão,

Com a certeza absoluta,

Da nulidade do esforço de escrever,

Porque sempre ficarei com o papel na mão.

Este ano, num desaforo,

Que me é estranho,

Resolvi pôr a correr mundo,

Mágoas, frustrações, anseios,

Alegrias, feitos, glórias

Que, há muitos anos apodrecem, na gaveta.

E nestas incertezas do escreve,

Não escreve,

E o que me move para dar por dito

O que nunca deveria ter sido escrito.

    Zé Onofre

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