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Comentários

01
Abr22

Comentário 232

Zé Onofre

                   232 

 

022/02/15, Sobre a publicação, “Na praia”, de Graciana, em Arte na Guarda, na mesma data 

 

Aquela pessoa

Hirta na areia,

É olhada por duas gaivotas,

Que entre elas conversam.

 

Que faz esta criatura 

Estranha ao areal

Olhando a água?

 

Que procurará ela

Para lá das ondas,

Até onde a vista alcança?

 

Por que virará tão ostensivamente

As costas à terra firme?

 

Que mistério espera

Que irrompa das ondas?

   Zé Onofre

 

13
Fev22

Comentário 208

Zé Onofre

                     208

 

2021/11/01, Sobre o texto O TEU OUTONO, Sandra, em 29.10.21

 

Avanças por entre o aroma,

Que o outono liberta,

Das Serras à corrente de água

Para onde te levam as passadas

À procura de mistério.

 

Passeias por caminhos entre muros,

Pintados a heras verdes,

Que cercam quintais

Coloridos por arvoredos

Cobertos por toalhas de folhas,

Verde-seco, vermelho, castanho.

 

Ouves aves tontas batucar

Nos vidros inquebráveis

Das janelas de onde, empoleiradas,

Ajudam a beleza da terra

Que os dias pintam de dourados.

 

Contudo, o teu caminhar matutino

Não procura de palavras

Mais ou menos coloridas.

 

No teu caminhar pela aurora,

Procuras um penedo atapetado

De musgo, onde à beira rio te sentas

À espera, por longos ou curtos momentos,

Pelos enigmas das névoas.

 

Nessas manhãs difusas

Escreves

Belas prosas, ou poesias,

Com a luz a que pertences.

Zé Onofre

11
Dez21

Comentário 172

Zé Onofre

                    172 

 

2021/08/17

 

Quando o sol

Lentamente inicia

A transição do dia

Para a noite

Há um mistério

Que me enevoa os olhos,

Choro por dentro.

 

Vejo,

Para lá das vidraças,

Os campos verdes

Vestem-se de luto.

 

Algumas árvores

Abrigam a passarada

Com milhares de lençóis,

Enquanto,

Um melro tardio,

Pia ansiosamente

À procura do seu silvado.

 

Um cão tardio

Perdido em nenhures

Desconsolado

Ladra à lua.

 

As vidraças

Tornam-se espelhos,

Só vejo os meus olhos tristes,

Cansados,

Quase húmidos.

 

Abro a janela

De longe

Chegam gargalhadas

Cada vez mais longínquas.

 

Uma estrela

Depois outras

E ainda outra

Abrem caminho

À noite.

 

A melancolia evola-se,

Dá lugar ao sonho

Sem limites.

 

Lá vou eu

Pousar solitário

Numa árvore nua

Ouvir o silêncio,

O crepitar das estrelas.

 

Adormeço

Lápis caído

Sobre o caderno esquecido

Agora a minha almofada.

  Zé Onofre

 

05
Ago21

Comentário 50

Zé Onofre

            50

Um leito seco

À espera de água

Da chuva,       

Ou do mar.

Um mar calmo

Carinhosamente beija as pedras

Com a espuma das suas ondas.

Cabelos

Que ligeiramente esvoaçam,

Um olhar para o mar,

Ou para o além,

Mistério a desvendar.

No centro daquele mundo

Um grito vermelho,

Que somente entende,

Quem está atento à vida.

       Zé Onofre

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