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Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

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Comentários

11
Jan23

Comentário 304

Zé Onofre

                   

304 

022/12/25

Sobre, Tempo... Tempo que passa..., 020/12/08, Ana Mestre, em sopalavrasminhas.blogs.sapo.pt/

 

Marchamos pelo tempo

Sem prestarmos atenção devida

Aos marcos horários

Que o sinalizam.

 

Continuamos passo a passo

Levianamente caminhando

Como se fossem infinitos

Os passos que ainda nos faltam dar. 

 

Às vezes parece que andamos em círculos

Desperdiçando os passos

Como quem dá milho aos pombos

Como se tudo já estivesse feito.

 

Como nos permitimos desperdiçar passos

Fazendo de conta que tudo estava andado,

Que apenas faltava

Fazer o descanso do guerreiro.

 

Afinal, enquanto andamos em círculos,

O mundo caminhou em frente,

Porém em marcha atrás,

Trazendo de volta os fantasmas do paspassado, sado.

 

Aproveitemos os passos que ainda temos

Para correr de uma vez por todas

Com os manipuladores do tempo

Que fazem do passado futuro.

  Zé Onofre

10
Dez21

Comentário 171

Zé Onofre

                     171

 

2021/08/16

 

Tenho alturas.

Umas vezes ando por baixo.

Outras, estou bem alto.

 

Quando estou em alta

Ouço os outros,

Conforto os outros,

Estendo a mão aos outros,

Visto-me

Com toda a paciência do mundo.

 

 Em qualquer dos casos

Procuro

Não sei bem o quê.

Onde terei errado?

Que passos mal dados, terei dado?

 

Umas vezes,

Quando mais otimista,

Jogo tudo em cima dos outros.

Descarrego em todas as gerações

Anteriores a mim.

Da amiba ao homo erectus,

Do Neandertal ao Sapiens,

Dos avós aos pais.

Eu, ser otimista,

Ser perfeito,

Isento de imperfeições,

Nunca poderia ter errado.

 

Outras vezes,

Pessimista-realista,

Sou lixo.

Um ser sem tino

Que somente sabe errar,

Excessivamente erra.

Veneno para os outros,

Os mais próximos

E num efeito borboleta.

Ou fazendo tocar uma sineta,

Mato o Mandarim.

 

Quem me acudirá?

Se escondo a mão,

Se me refugio,

Bicho-de-conta,

No nicho mais escuso do mundo?

 

Quando estou no fundo,

Nem otimista, nem pessimista,

Sinto-me ausente.

Não melhoro o bem-estar dos outros,

Nem egoisticamente o meu.

 

Que raio, ando aqui a fazer?

Quem sou?

Um cadáver

Que se esqueceram de enterrar.

 

           Zé Onofre

29
Set21

Comentário 111

Zé Onofre

                 111

 

Que haverá  

Além,

Além da colina rochosa,

Colina rochosa, que encurta,

Encurta, o horizonte?

Que haverá

Para além das rochas

Mais areia, mais mar?

Ficamos?

Iniciamos a caminhada?

A caminhada

Para encontrar o mais longe,

Ou ir além

Do mais longe?

Sentámo-nos,

A imaginar o sem fim?

Sentámo-nos,

A visualizar aléns?

O sonho manda caminhar,

Para onde?

Seguir os passos

Que os sonhos guiam

Pelo caminho

Que faremos a caminhar.

O caminho

Onde novos sonhos.

Surgirão

A desenhar novos caminhos.

Cada pegada,

Marca de um sonho cumprido

Início de um outro

A cumprir-se.

Chegados,

Onde pensávamos ser o fim,

Mais longes se erguem.

Mais sonhos por onde irmos.

   Zé Onofre

17
Ago21

Comentário 65

Zé Onofre

                  65

Minhas velhas companheiras

Nos caminhos da minha vida.

Não é preciso viver-se no campo,

Para se as olharem com olhos límpidos,

Mas ajuda.

Levantamo-nos numa manhã,

Ainda a espalhar o resto do sono,

De punhos fechados.

Sai-se porta fora

E somos uma ilha

Cercados de um mar amarelo.

Continuamos a espantar um restinho de sono

Por entre muros de pedra,

Suporte aos campos,

Que nos sorriem com a brancura

Das suas margaridas.

No dia seguinte,

E nos outros que se lhe sucederão,

Haverá sempre algo de novo

A atrasar os passos.

É um cacho de rosas selvagens,

Na sua singeleza de quatro pétalas,

Brancas, vermelhas, rosas,

A desafiarem lá do chão agreste,

Donde irrompem,

As flores mimalhas nos seus paços ajardinados.

Caminhar pelos caminhos de cabras

Das ladeiras e cumes dos montes,

Onde o tojo selvagem nos brinda de amarelo,

As giestas nos acariciam o olhar de amarelo e branco,

As urzes brutas com o seu anil/violeta

Cobrem de roxo as encostas do Marão.

Na sua rudeza solitária,

São sempre flores,

Sem artifícios ou falsos aromas.

São as flores na sua vida pura.

       Zé Onofre

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