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Comentários

07
Out21

Comentário 118

Zé Onofre

                    118

 

Balanços,

Todos os fazemos.

Conscientes

De que os fazemos.

Ou inconscientemente

Enredados em nós mesmos

À procura de nos encontrarmos

Sem balanço lhe chamarmos.

Procuramos perceber

O que fomos,

Quem somos,

A tentar descobrir o que seremos.

É uma dor de cabeça,

Quando saio dessas introspecções.

Hoje sou melhor que ontem?

Ou nem melhor, ou talvez pior?

Ou simplesmente

Caminhante perdido no deserto,

Em círculos

Sem rumo, nem norte.

   Zé Onofre

06
Set21

Comentário 86

Zé Onofre

                86

Não é totalmente mau saber-se perdido.

Ao menos sabe-se,

Sem fantasias ou ilusões,

Que não se está aqui ou além.

Sabe-se que onde se está

Pode ser um sítio dentro de nós,

Pode se um mar ou uma montanha,

Pode ser uma ilha ou um rio,

Sabe-se apenas que o sítio é errado.

Sabe-se que basta encetar a descoberta

Do caminho de regresso ao ninho

 De onde um dia se foi arrastado

Pelo vendaval que é a vida.

     Zé Onofre

30
Ago21

Comentário 81

Zé Onofre

                       81

 

A solidão é um estado de alma,

Em o que se sente

Tem sentidos múltiplos,

Tantas vezes contraditórios.

A Solidão é, muitas vezes,

O ponto de equilíbrio

Entre o borburinho que é a nossa vida

E o rolar a mil à hora do mundo lá fora,

Que nos cilindra.

É um local onde nos achamos,

É o húmus onde florescem

Sonhos e viagens

Únicos e únicas.

Outras,

É o local perdido

Onde nos encontramos

Loucos à procura dos outros,

Dos outros que queremos

Tocar, abraçar, apertar

E nos escapam por entre a poeira dos segundos.

Há solidão ansiosa,

"Daqueles que foram cativados",

Que a cada momento que passa

Os torna mais próximos da hora certa

De se perder na pessoa cativada.

  Zé Onofre

16
Ago21

comentários 64

Zé Onofre

         64

Há muitos, muitos anos,

Naquele tempo, em que

"Dos ledos anos se gozam os doces fruitos".

Andava perdido

Por montes e caminhos,

Por rios e ribeiros,

Olhando os velhos arvoredos,

Espiando nos seus ninhos,

O passaredo.

Um dia os meus olhos

Cruzaram-se com uns outros

E lá se foi o gozo dos ledos anos

"Que a fortuna não deixa durar muito".

Lá se foi a paz dos ventos,

Veio um vendaval que me desnorteou.

Andei por ali assim,

Olhando em círculos de longe,

Mas não tão tanto que uns olhos meus

Se deixassem de cruzar com os seus.

O muro caiu

E não houve tempo perdido.

Muitos outras paredes caíram,

Outras tantas se ergueram outra vez.

A última foi mais dura,

Caiu, ainda não se levantou,

Por estarmos sentados em cima dela,

Ou porque foi forte o vento que a derrubou.

   Zé Onofre

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