Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Comentários

Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

Comentários

02
Nov21

Comentário 143

Zé Onofre

                  143

 

Tropeçando nas minhas andadas pernas,

Sou atirado para o presente por uma voz

Vigorosa. - Acorda, deixa o tempo das cavernas,

Ou por acaso desejas que nos quedemos aqui sós?

 

Ao lado, "dois anos e meio" muito terna

Faz bolinhos "a sério" para todos nós.

Chegada a mim, quase oito anos, desperta

A avó, com palavras que vêm atadas por nós.

 

Conta as comédias da escola com confiança.

Usa palavras, que eu desconhecia naquela idade.

Aqueles quase oito dizem-me ​com segurança

 

Que só vejo a nova forma da realidade

Através do olhar límpido de uma criança,

Quando se expressa com verdade.

27
Out21

Comentário 137

Zé Onofre

                 137

 

2021/06/21

 

A poesia não mora em versos com palavras de sílabas bem contadas e com rimas mais ou menos pobres.

A poesia também não mora em frases que se interrompem para ganharem um ritmo mais ou menos cadenciado.

A poesia mora no olhar, nos sons ouvidos, nos aromas, no paladar, no acariciar.

A poesia mora no que se fantasia com o que e com quem nos rodeia.

A poesia mora no passado que conseguimos tornar presente e levá-lo até ao futuro.

A poesia mora onde houver sensibilidade, mesmo que essa habite num ser analfabeto.

A poesia mora fora de nós.

A poesia não mora na inteligência, nem no conhecimento.

A poesia cerca-nos por todo os lados.

Felizes os que a sabem apreciar verdadeiramente onde ela está.

  Zé Onofre

15
Ago21

Comentário 61

Zé Onofre

                 61

Há tempos e tempos.

Porém dizem que os tempos são três.

Passado. Presente. Futuro.

Que bom que seria se assim fosse,

Seria então tão fácil de entender o tempo.

Contudo há tantos tempos

Dentro de cada tempo,

Que gastaríamos quase todo o tempo,

A contar os tempos em que cada tempo há.

Uns são tão curtos, mais breves que estrela cadente.

Outros tão longos, tão longos

Que parece que a Terra foi para além de Plutão.

Uns são tão leves

Que nos fazem flutuar.

Outros são tão pesados,

Que imobilizam as tempestades.

O tempo será mesmo um continuum,

Como dizia Einstein?

Ou o tempo serão blocos,

Que se entrechocam e se partem em pó de tempo,

Ou que se aglutinam e fazem o tempo parar?

Será loucura pensar que o tempo nos amarra,

Ou pensar que rolamos no tempo pela força do acaso?

Mas que no tempo há muitos tempos, ai isso há.

Uns são tão breves que mal se sentem,

Outros são tão longos que parecem não ter fim.

       Zé Onofre

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub