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Comentários

03
Abr22

Comentário 234

Zé Onofre

 

                234

022/02/27, sobre um texto de Sandra em silabasasolta, nesta data


No Carnaval

Cai a máscara do dia-a-dia.

Mal ela se evola no vento

Apressamo-nos a esconder o rosto

Sob as cores da fantasia,

Sob a loucura furtiva

Duma noite de folia.

 

Ao outro dia,

Após aquela noite de folias inconsequentes,

Resta o que somos.

– Destroços de humanidade,
Ao sabor dos vendavais

Que inconstantes sopram

De todos os pontos cardeais.

  Zé Onofre

03
Dez21

Comentário 165

Zé Onofre

                   165

2021/08/10

 

A minha vida

Não sou eu

É apenas o que pareço.

 

Gosto de andar lá por cima

Nu

Ou vestido

A apreciar as pequenas formigas no carreiro.

 

Não tento desvendar segredos,

Nem em murmúrios

Comentar uns belos olhos,

Ou sequer acariciar

Aqueles cabelos soltos no vento.

 

O rosto que surge,

Uns peitos que apontam

Possíveis caminhos,

Apenas me deixo fantasiar.

 

Fantasias

Que caneta alguma ouvirá,

Essa comadre de leva e trás,

Em parceria com o papel.

 

Lá no alto,

Sem saber de onde venho

Sinto-me um Génio

Sem dons.

 

Incapaz de saber os longes,

Crio amores

Para os quais devagar avanço.

 

No último momento,

Tão sombra como me aproximei,

Recuo ainda mais sombra

Sem saber para onde vou.

escrito de pois de ler -  Deixo aos outros saberem viver a minha vida, Maria em silêncios

Zé Onofre

 

12
Set21

Comentário 93

Zé Onofre

                93

 

Escrever.

Escrevo para me esconder.

Esconder-me duas vezes.

Uma porque evito mostrar,

De viva voz,

Os sentimentos que me vão na alma.

A outra porque o pobre papel,

Que sofreu horrores nas minhas mãos,

É atirado para a gaveta

Para ser esquecido

Com a uma letra quase criptográfica.

Agora escondo-me uma terceira vez,

Talvez com o rabo de fora,

Convencido que escrevendo aqui,

Mostro alguém que sou eu,

Mas de mim só levam um nome,

Sem corpo, nem rosto.

  Zé Onofre

25
Ago21

Comentário 76

Zé Onofre

             76

Há tantas e tão diferentes lágrimas.

Lágrimas

Soluços por sulcos rosto abaixo.

Lágrimas

Borbotões soprados pela alegria que nos invade.

Para abreviar

E chegar ao cerne da questão

Chego às últimas.

Lágrimas

Que sequer chegam aos olhos

Que logo correm como lava

Sulcando o mais profundo da alma.

A estas

Nem beijos e abraços acalmam.

Não há carícias que as abrandem.

Só o silêncio

E talvez o tempo as seque.

Mas os sulcos rasgados na alma

Ficaram para sempre.

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