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Comentários

22
Abr22

Comentário250

Zé Onofre

                   250  

022/04/22

 

Sobre – saíste como entraste na minha vida, por Maria em silencios.blogs.sapo.pt/

 

Agora, espero ouvir passos

Caminharem até à porta de entrada

Do casulo onde vivo.

 

Agora, olho através do postigo,

Nem uma sombra se desloca

Para o casulo onde vivo.

  

Agora, cansado de esperar e olhar,

Apoio a cabeça nas mãos cansadas

Na mesa do casulo onde vivo.

 

Passam então, na tela dos olhos fechados

Imagens que o tempo, esse ladrão de cores

Tornou cinzentas, quase fundidas

Nas paredes do casulo onde vivo.

 

São imagens de tantas pessoas

Que vieram, que foram,

Com quem fiz mil e uma aventuras.

Habitam como fantasmas no casulo onde vivo.

 

Noutros tempos vieram

Cheios de vida e alegria, sóis da minha vida.

Partiram com saudades e saudades deixaram.

Agora nem alegria, nem sóis, nem tristeza,

Apenas fantasmas melancólicos

No casulo onde vivo.

 Zé Onofre

30
Set21

Comentário 112

Zé Onofre

                     112

 

Olhamos.

Paramos.

Vemos.

Uma cortina de cores,

Em que o criador nelas se enreda?

Um criador angustiado?

Um criador

Com saudades do Infinito?

Um ser único

Rolando pelos confins da existência?

Tanta coisa para além da tela.

Ou pensamos

Que existe por si própria,

Que nos tapa o horizonte?

Não poderemos ver mais além

Do que o criador criou?

Felizes

Os que olhando o mundo

O fazem o “seu mundo”.

Felizes

Os que com mãos talentosas

Fazem das cores

O barro da sua criação.

Felizes

Os que manipulam a cor

Para se mostrarem

Desvendando sentimentos

Escondendo sentimentos.

Felizes,

Os que pegam nas cores

Extraem delas a sua essência.

É então que um qualquer escrevinhador,

Com muito, pouco, ou nenhum talento,

Sente a necessidade,

A ousadia de expor

Num inocente papel,

Mesmo que de forma canhestra,

O seu sentimento.

  Zé Onofre

14
Ago21

Comentário 60

Zé Onofre

                        60

Também tenho saudades.

Então agora

Que resolvi tirar da poeira do tempo

O que há tantos anos escrevi.

Nesses poeirentos papéis,

Encontro cartas que recebi

E Esquecera de ter recebido.

Mas o mais insólito,

E que verdadeiramente estranhei,

Foi ler cartas minhas

Que nunca enviei.                                        

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