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14
Jan22

Comentário 196

Zé Onofre

                   196

 

2021/10/13, Sobre a uma publicação de Fátima Ribeiro em, sussurosdaminhaalma 

De pés presos no chão

Olhamos o céu azul-escuro

Onde pequenos pontos amarelos

Que navegam numa linha curva de luz,

Um fio barco de luar.

 

De pés presos no chão

Olhamos o céu-azul

                   

Sonhamos embarcar naquele veleiro

Casca de noz feito de um frágil fio de luz.

Sonhamos o impossível,

Vemos os filmes possíveis

Passar na tela dos olhos. 

 

Olhamos o firmamento azul-escuro,

Quase negro,

Onde o objecto dos nossos sonhos,

Caminha mudando de face todos os oito dias,

Por entre milhões de velas pequeninas,

Que lhe assinalam a rota.

 

Ainda presos na gravidade da realidade

Sem sabermos,

Porque andamos distraídos de nós,

Ou por caminhos esquisitos e sombrios.

 

Na hora do quase desistir

Sentimos ao nosso lado

O calor da pessoa amada.

 

Descobrimos

Que com a chama do seu amor

Nos elevaremos no espaço sideral

E com o seu fogo passaremos além da lua,

Vamos ao infinito e voltamos,

Para amarar lentamente

No mar de braços e abraços.

  Zé Onofre

08
Dez21

Comentário 170

Zé Onofre

                   170

021/08/14

À noite
Na minha casa velhinha
De telha vã,
Ouvia o vento passar.

Algumas vezes
Era uma aragem
Doce,
Terna,
Suave,
Mãe a embalar o seu bebé.

Outras,
Um pouco mais ligeiro,
Assobiava,
Cantava,
Desafiava-me a sair
Para dançar com ele,
Com as folhas,
Pelos caminhos
No largo.

Umas outras
Passava violento,
Abrindo os telhados
Para que a minha cama se elevasse,
Veleiro celeste
Rumo ao infinito.

Zé Onofre

17
Nov21

Comentário 156

Zé Onofre

                     156

 

2021/08/03

 

Procuro o silêncio

Nas horas plenas

Da noite avançada.

O silêncio solta a imaginação.

Rumo ao vazio,

Tento ler os segredos

Das suas origens

Que esconde com pudor

De se expor.

Enquanto vagueio

Entre as palavras não escritas.

Ele, maroto,

Decifra-me como se fosse de cristal.

Em mim descobre

Universos completos.

Estrelas,

Planetas,

Órbitas,

Probabilidades de Universos paralelos.

 

Rendido a ele,

Silêncio absoluto,

Silêncio escritor,

Meu mestre etéreo.

Rendido ao silêncio

Que é mar e sol,

Deserto e praia,

Cascatas e arco-íris,

Brumas e encantamento.

 

Submetido

Às colinas de palavras,

Flutuo de uma a outra.

Cada parágrafo, que não escreve,

É um precipício

Em que desfaleço

De onde me resgata

O veleiro da imaginação.

   Zé Onofre

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