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Comentários

05
Dez21

Comentário167

Zé Onofre

                     167

                       

2021/08/12

 

Neste momento

Em que a coragem

Tem de chegar

Vinda sabe-se lá de onde.

Neste momento

Em que toda a força

É necessária

Para enfrentar o medo

Que nos tolhe o pensamento.

 

Neste momento

Em que a nossa vida

É feita refém de segredos

Tão longe do nosso entendimento.

 

Neste momento

Em que velhos caminhos

Se cruzam com novos caminhos

Que andamos ao deus dará 

Sem sabermos de rumo, nem rota.

É preciso que saibamos,

Que algures no meio da Tempestade,

Mesmo sem provas evidentes,

Estará lá alguém 

Que resistirá connosco.

Esse desconhecido

Podes ser tu,

Pode ser ele,

Será um “eu ”colectivo”

Forjado na adversidade.

Zé Onofre

19
Nov21

Comentário 158

Zé Onofre

    158

 

Nas palavras

Há verdades escondidas,

Caminhos escuros,

Veredas luminosas,

Tesouros perdidos.

 

Nas palavras escritas em placas de argila,

Em folhas de papiro,

Em tabuinhas de cera,

Nas memórias dos velhos,

Nas memórias dos poetas,

Nas memórias dos bardos,

Nos tratados filosóficos,

Há bravura que se derrama em fraqueza.

 

Há verdades absolutas,

Há mentiras

Que se vestem de verdade,

Há medos

Que atrás de armaduras e escudos

Se engalanam de coragem.

 

Nas palavras tudo é possível.

A verdade

Estampa-se nos gestos.

Cair,

Levantar,

Erguer a cabeça,

Seguir em frente,

Sem querer saber de quedas futuras.

 

O gesto de enfrentar,

Ainda que com olhares líquidos,

Quem espezinhou,

Apontar o nariz ao futuro

Mostra dignidade,

Expõe o seu grande coração

Que nunca escondeu.

   Zé Onofre

15
Set21

Comentário 97.1

Zé Onofre

                   97.1

Caminhos,

Velhos caminhos

São sempre os mais queridos.

Os novos caminhos nunca se igualam

Aos velhos caminhos.

Quanto mais antigos

São os velhos caminhos

Que mais nos atraem.

Que mistérios

Há nos velhos trilhos,

Que tantas vezes pisamos,

E que hoje, ao serem caminhados de novo,

Nos soltam duas fontes no rosto,

Um sorriso de melancolia

Na boca triste.

Que de novo têm os velhos trilhos

Se quando tantas vezes os passeamos

Há tantos anos?

Mais uma pedra, menos uma pedra,

Mais arbusto, menos arbusto,

Mais voo, menos voo,

De ave, mais, ou menos, migratória.

Sinto-me preso aos velhos caminhos

Pelas vozes dos amigos que ali vão,

Mas que há já muito se esfumaram,

São os pensamentos compassados

Ao ritmo de um outro tempo,

É o vento que esvoaça os cabelos

Que já não temos,

É aquela chuva miudinha.

É o estar sentado com a companheira

Olhando o horizonte.

E mesmo que a companheira de ontem,

Seja a companheira de hoje,

Companheira e paisagem

Não são as mesmas.

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