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Comentários

16
Nov21

Comentário 155

Zé Onofre

            155

 

2021/08/02

 

A vida é feita

De estranhos caminhos.

Linhas emaranhadas,

Encruzilhadas desconhecidas,

Palavras mal garatujadas,

Lutas leais,

Lutas desiguais,

Vãs glórias,

Fortes vendavais.

 

A vida

É o medo que nos rói,

A alegria que nos eleva,

É mentira que dói,

A verdade que magoa,

O vazio que nos preenche,

A solidão que nos rodeia,

A multidão que nos esmaga,

A tristeza

Que se derrama dos olhos.

A vida são amores,

Desamores,

Ódios,

Amizades

Que vão,

Que veem,

Que ficam,

Que estão.

A vida está lá.

 

 

Felizes os que a acham.

  Zé Onofre

02
Nov21

Comentário 143

Zé Onofre

                  143

 

Tropeçando nas minhas andadas pernas,

Sou atirado para o presente por uma voz

Vigorosa. - Acorda, deixa o tempo das cavernas,

Ou por acaso desejas que nos quedemos aqui sós?

 

Ao lado, "dois anos e meio" muito terna

Faz bolinhos "a sério" para todos nós.

Chegada a mim, quase oito anos, desperta

A avó, com palavras que vêm atadas por nós.

 

Conta as comédias da escola com confiança.

Usa palavras, que eu desconhecia naquela idade.

Aqueles quase oito dizem-me ​com segurança

 

Que só vejo a nova forma da realidade

Através do olhar límpido de uma criança,

Quando se expressa com verdade.

21
Ago21

Comentário 71

Zé Onofre

                       71

 Estamos todos no mesmo barco?

"Ó vã glória de mandar”,

A que alguns chamam modo de lucrar.

Não saberão os fazedores de frases,

Tão sábias, quanto mentirosas,

Que uma mentira, por mil vezes repetidas,

Não será verdade nunca?

Como acreditar que a poderosa América

Se embarcaria com a miserável África.

Como imaginar a rica EU

Embarcada com a latina América.

Como ver a China ou a Rússia,

O Canadá e o Japão,

Navegarem com povos

Famintos de pão.

Cada um vai

Na sua jangada,

Num tronco abandonado, ali à mão.

Que ninguém ouse,

De pé, enfrentar os poderosos.

Serão vilmente crucificados,

No tronco que penosamente abraçam.

02
Ago21

Comentário 57

Zé Onofre

                     57

Porque escrevo?

Já tentei dar-me várias respostas,

Mas, todas invariavelmente, nunca

São a resposta toda.

A primeira que me acode,

Desde sempre e agora,

É conversar com os outros

Fechando-me e aos outros na gaveta.

Outras vezes é a ambição,

De que a palavras banais

Ditadas ao correr da pena,

Serão um farol.

No fim de escritas,

As pobres e coitadas

Acabam na gaveta como as demais.

Ocorre-me assim, de quando em vez,

Dentro da minha perturbada loucura,

Ter encontrado a verdade suprema

Que toda a gente procura.

E por fim escrevo com raiva,

Por saber de antemão,

Com a certeza absoluta,

Da nulidade do esforço de escrever,

Porque sempre ficarei com o papel na mão.

Este ano, num desaforo,

Que me é estranho,

Resolvi pôr a correr mundo,

Mágoas, frustrações, anseios,

Alegrias, feitos, glórias

Que, há muitos anos apodrecem, na gaveta.

E nestas incertezas do escreve,

Não escreve,

E o que me move para dar por dito

O que nunca deveria ter sido escrito.

    Zé Onofre

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