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Textos/comentários a publicações de autores de outros blogs.

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Comentários

29
Mar22

Comentário 229

Zé Onofre

                   229  

 

022/02//08, sobre a publicação rimar pobre, Maria Soares

  

Passo a vida distraído.

 

Passo a vida a olhar o infinito,

A ver impossíveis no horizonte,

À procura de sonhos onde não podem medrar,

A tentar o possível em terrenos improváveis.

 

Passo a vida distraído.

 

Pouso os olhos no chão.

Fecho os ouvidos aos silêncios

Que gritam do mundo em volta.

Calco as pedras do caminho perdido.

 

 Passo a vida distraído.

 

Vou para longe dentro de mim.

Passo sem andar.

Lanço os olhos ao infinito,

Sem ver.

Abro os ouvidos

E nada ouço.

Rasgo a pele nos caminhos

E nem sinto o sangue a escorrer.

 

Passava pela vida distraído.

 

Um dia, cansado, atirei-me ao chão.

Para ali fiquei ainda mais esquecido

Do que andara até aí.

 

Por entre os olhos piscos

Já quase fechados de tanto não ver

Uma voz chegada de não sei onde,

Envolveu-me num véu tão leve e suave

Que me senti transportado

Para longes nunca sonhados.

Zé Onofre

25
Mar22

Comentárfio 228

Zé Onofre

                   228  

022/02/08, sobre a publicação rimar pobre, Maria Soares  

 

Passo a vida distraído.

 

Passo a vida a olhar o infinito,

A ver impossíveis no horizonte,

À procura de sonhos onde não podem medrar,

A tentar o possível em terrenos improváveis.

 

Passo a vida distraído.

 

Pouso os olhos no chão.

Fecho os ouvidos aos silêncios

Que gritam do mundo em volta.

Calco as pedras do caminho perdido.

 

 Passo a vida distraído.

 

Vou para longe dentro de mim.

Passo sem andar.

Lanço os olhos ao infinito,

Sem ver.

Abro os ouvidos

E nada ouço.

Rasgo a pele nos caminhos

E nem sinto o sangue a escorrer.

 

Passava pela vida distraído.

 

Um dia cansado atirei-me ao chão.

Para ali fiquei ainda mais esquecido

Do que andara até aí.

 

De olhos piscos

Já quase fechados de tanto não ver

Uma imagem mos abriu,

E todos os sentidos com eles.

 

Estava ali o infinito,

Os horizontes impossíveis,

Os sonhos por medrar,

Os gritos dos silêncios,

A pele rasgada pelos caminhos,

O sangue nas pedras agrestes.

 

Sentado no chão,

Ou talvez suspenso das nuvens,

Uma miragem,  

Ou um ser real,

Escreve com lápis,

Ou será com as palavras que sussurra,

Numa folha longa de papel,

Ou num pedaço da paisagem

As angústias do ser,

Ou talvez as alegrias do nada,

Que gratuitamente

Distribui por presentes,

Por ausentes,

Por vindouros,

A sua riqueza

“O pensamento

Que não há machado que corte,

Quando é livre como o vento”,

Como livre é aquele ser ali

Despojado de tudo.

  Zé Onofre

10
Fev22

Comentário 206

Zé Onofre

                    206 

2021/10/31, Perfume... Maria,31.10.21

 

Mil hipóteses de vida.

 

Como seria viver,

Um segundo,

Ou sempre,

Tendo à nossa frente,

Ou a nosso lado ninguém?

 

Como será viver,

Em cadência com outro,

Pertencer com alma e coração,

Sem culpa, nem remorsos,

Com todos os sentidos?

 

Como seria viver

Ao lado de alguém,

Nem que fosse o tempo

De um fio de voz

Que quase sussurra aos ouvidos,

Ou um leve perfume

Que no longe se esvai?

zé onofre

18
Dez21

Comentário 179

Zé Onofre

                     179    

 

2031/08/28

 

Que pessoa haverá que não goste da vida?

Das pequenas coisa de que ela se faz?

Dos pequenos gestos que dão sentido ao momento?

De cheirar de longe os aromas de um jantar e tentar adivinhá-lo?

Quem não gosta das estrelas que de repente estão e num fechar de olhos se foram?

Quem não gosta das luzes, que se acendendo uma a uma, anunciam o fim do dia?

Zé Onofre

14
Dez21

Comentário 175

Zé Onofre

                    175

 

2021/08/21

 

 A minha vida

É um barco abandonado  

Ao sabor dos ventos

E das marés.

 

Nele aprendo

Com tentativas e erros.

Umas vezes,

Desastrado,

Quase voo borda fora.

 

Outras, remo sereno

No trilho do luar

Espelhado no mar.

 

Tento sempre

Seguir, só, o caminho

Passar levemente

Por entre as gentes,

Imitador da lua

Em noites de nuvens.

 

Sei, que reme

Seja para que lugar remar,

Levo como lastro

O que sou.

 

Terei que ondular

Até que a música

Me precipite no nada.

 Zé Onofre

 

07
Dez21

Comentário 169

Zé Onofre

                     169

 

2021/08/13

 

Felizes são os inocentes

Que medem o tempo

Pelas suas vidas.

 

Felizes 

Os que não conhecem

Frações de tempo,

Que o vivem sem medida.

 

Felizes

Para quem o tempo

Tem o tempo

Que tem.

 

Felizes

Os que não ganham,

Nem perdem tempo,

Que apenas vão

Na corrente do tempo.

 

Felizes 

Os que olham o tempo

Não como medida da vida,

Mas a vida como medida do tempo.

 

Infelizes nós,

Os governados por um tic-tac,

Pela vibração

Dum cristal de quartzo,

Pela semivida

De um metal radioactivo.

 

Tão infelizes

Que perdemos

Vapores,

Comboios,

Autocarros,

Aviões,

E até conseguimos 

Perder tempo.

  Zé Onofre

03
Dez21

Comentário 165

Zé Onofre

                   165

2021/08/10

 

A minha vida

Não sou eu

É apenas o que pareço.

 

Gosto de andar lá por cima

Nu

Ou vestido

A apreciar as pequenas formigas no carreiro.

 

Não tento desvendar segredos,

Nem em murmúrios

Comentar uns belos olhos,

Ou sequer acariciar

Aqueles cabelos soltos no vento.

 

O rosto que surge,

Uns peitos que apontam

Possíveis caminhos,

Apenas me deixo fantasiar.

 

Fantasias

Que caneta alguma ouvirá,

Essa comadre de leva e trás,

Em parceria com o papel.

 

Lá no alto,

Sem saber de onde venho

Sinto-me um Génio

Sem dons.

 

Incapaz de saber os longes,

Crio amores

Para os quais devagar avanço.

 

No último momento,

Tão sombra como me aproximei,

Recuo ainda mais sombra

Sem saber para onde vou.

escrito de pois de ler -  Deixo aos outros saberem viver a minha vida, Maria em silêncios

Zé Onofre

 

26
Nov21

Comentário 159

Zé Onofre

             159       

2021/08/05

Respira-se a vida,

A fitar o azul-profundo,

A caminhar pela areia infinita,

A fitar navios, pontos negros no mar,

A acercarmo-nos de velas geradoras do vento,

A entrar pelo infinito com que as velas jogam,

A navegar em palavras,

Para além do céu.

Até aos ilimites do espaço.

   Zé Onofre

 

 

 

 

 

Respira-se a vida

Tomando as asas aos pássaros

E livres

Traçar voos com ida

Mas sem volta.

Ao perdermo-nos num penhasco,

Joelho, continuado por um braço,

Apoio de um rosto cansado.

A escrever de memória,

Arco perdido no presente,

Que lança setas arqueadas,

Em forma de poemas

Vencendo o precipício.

16
Nov21

Comentário 155

Zé Onofre

            155

 

2021/08/02

 

A vida é feita

De estranhos caminhos.

Linhas emaranhadas,

Encruzilhadas desconhecidas,

Palavras mal garatujadas,

Lutas leais,

Lutas desiguais,

Vãs glórias,

Fortes vendavais.

 

A vida

É o medo que nos rói,

A alegria que nos eleva,

É mentira que dói,

A verdade que magoa,

O vazio que nos preenche,

A solidão que nos rodeia,

A multidão que nos esmaga,

A tristeza

Que se derrama dos olhos.

A vida são amores,

Desamores,

Ódios,

Amizades

Que vão,

Que veem,

Que ficam,

Que estão.

A vida está lá.

 

 

Felizes os que a acham.

  Zé Onofre

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